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quinta-feira, 22 de julho de 2010

Seminário discute as políticas públicas para o setor rural do estado


As preocupações do setor do agronegócio, que são muitas, serão levadas aos candidatos ao Governo do Estado

Nesta quinta-feira(22), os produtores rurais e os representantes do setor da agropecuária do estado se reuniram no Hotel Praia Mar para discutir as políticas para o campo no Rio Grande do Norte. Promovido pelo Sistema Faern- Senar, o seminário “O que esperamos do próximo governo do RN”, irá discutir os problemas do setor e as alternativas apontadas pelo segmento para as diversas regiões e as diversas áreas de atuação.

O evento teve inicio as 9h30 com discurso de abertura conduzido pelo presidente do Sistema Faern/Senar, José Álvares Vieira, que falou aos representantes dos vários sindicatos rurais e entidades de classe presentes sobre as questões que afligem o homem do campo, incluindo a questão da insegurança jurídica. Logo após a fala de abertura, os participantes foram convidados para um “coffea break” antes de iniciar os trabalhos em salas programadas para receber os temas já previamente escolhidos.

Divididos em sete salas, os representantes dos sindicatos rurais e de entidades discutiram os mais diferentes temas, tais como responsabilidades sociais, passando por educação na área rural, bem como segurança alimentar. “Espero que esses temas, que são de vital importância para o estado e para o setor agropecuário, sejam debatidos a exaustão e que no fim, tenhamos resultados positivos sobre eles”, explicou o presidente do Sistema Faern/Senar, José Vieira.

Coordenado pelo engenheiro agrônomo Gil Dutra Furtado, o grupo conta conta com os representantes Wilma Felix, do Senar, Marcelo Dantas, da Fiern, e Adriano Tavares, da Coplacana, que juntos discutiram sobre a situação da educação no meio rural. “Acredito que todos aqui sabem a real situação das escolas do campo, sabem que os governos nada ou quase nada fizeram de efetivo pelos estudantes do campo, e a nossa indicação é que com nossas idéias as autoridades possam melhorar esse setor tão carente”, finalizou Marcelo Dantas.

Com Paulo Correia
Fotos: Divulgação

segunda-feira, 31 de maio de 2010

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NOTA OFICIAL

PROGRAMA DO LEITE EM RISCO


O Programa de Distribuição de Leite do Rio Grande do Norte, iniciado em 1995, exemplo e pioneiro no Brasil, está diante daquela que pode ser considerada a maior ameaça à sua continuidade: o atraso do pagamento.

Beneficiando, direta e indiretamente, mais de 500 mil pessoas no campo e nas cidades, a cadeia produtiva do leite tem se revelado um dos pilares do desenvolvimento do Estado. Nos últimos anos, estimulado pelo programa, foram criadas indústrias de laticínios que abastecem diariamente o programa do leite com a distribuição de 155 mil litros.

O atraso no pagamento, já na terceira quinzena, chegando a R$ 9 milhões, coloca em risco toda a cadeia do leite e, especialmente, o atendimento à população mais carente, além de deixar de circular recursos na economia de pequenos municípios. Os resultados mais concretos são a fixação do homem do campo, a redução da mortalidade infantil e uma série de outros benefícios, que agora estão ameaçados.

Diante dessa realidade, as entidades que subscrevem esta nota apelam para o bom senso do Executivo e do Legislativo, para a liberação dos recursos o mais breve possível, garantindo a continuidade do programa.

Vale destacar que o período seco é uma agravante neste quadro difícil, atingindo o pequeno produtor – que tem como única fonte de renda a produção de leite.

Natal, 31 de maio de 2010.

FEDERAÇÂO DA AGRICULTURA E PECUÁRIA DO RN
SINDICATO DAS INDÚSTRIAS DE LATICÍNIOS E PRODUTOS DERIVADOS DO RN
ASSOCIAÇÃO NORTERIOGRANDENSE DE CRIADORES
SINDICATO DOS PRODUTOES DE LEITE, CARNES E DERIVADOS DO RN

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Ministério da Integração pára distribuição de água no interior e provoca angustia nos pequenos produtores rurais

A falta de chuvas no interior tem provocado preocupação para as entidades do setor rural do Rio Grande do Norte. A estiagem anunciada pelos organismos de meteorologia como a Empresa de Pesquisa Agropecuária do RN (Emparn) e Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), do Ceará provocou em alguns municípios a volta dos velhos carros-pipas para garantir o abastecimento de água de qualidade à população da Zona Rural municípios.

Mesmo não sendo a solução ideal, os carros-pipas amenizam um grave e secular problema, principalmente para os pequenos produtores do sertão potiguar.

O Presidente do sistema Faern/Senar, José Álvares Vieira, recebeu denuncia de pequenos produtores e sindicatos rurais de que os carros-pipa pararam de circular no estado aumentando a angustia dos produtores. Ao buscar informações junto ao Exército, que hoje é o responsável pela distribuição da água, constatou que o serviço está realmente parado.

Pagamento

O ministério da Integração, responsável pelo repasse dos recursos, deixou de enviar o dinheiro ao exército impossibilitando, desta forma a distribuição da água as comunidades rurais do interior do estado.

Apelo

Para José Vieira, esse é um problema que não pode continuar. “Já não basta o flagelo que é a falta de água para o homem do campo?” Perguntou. “Não podemos aceitar que essa situação perdure por mais tempo. Faço um apelo ao Ministério da Integração e a nossa bancada federal para tentarmos sensibilizar o ministério a resolver com a máxima urgência essa questão”, enfatizou o presidente do sistema Faern/Senar.

terça-feira, 25 de maio de 2010

Terrorismo no campo

Produtores rurais lutam pela implantação do “Plano Nacional do Combate à Invasão de Terras”

A idéia é a de prevenir os crimes praticados impunemente pelo Movimento dos Sem Terra (MST)

Produtores rurais de todo o Brasil estão mobilizados para conseguir angariar um milhão de assinaturas para conseguir a implantação do “Plano Nacional do Combate à Invasão de Terras” junto ao Ministério da Justiça. A meta estabelecida para o Rio Grande do Norte pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) foi de 25 mil adesões.

“O sucesso do plano depende da nossa mobilização, com vistas a prevenir os crimes praticados impunemente pelo Movimento dos Sem Terra (MST), com graves prejuízos aos produtores rurais e ao País”, escreveu o presidente da Federação de Agricultura e Pecuária do Rio Grande do Norte (Faern), José Álvares Vieira, na carta circular que enviou a todos os presidentes de sindicatos rurais do Estado, quando recomendou empenho por adesões. Ele lembrou que os formulários preenchidos devem ser enviados para a Faern, que fica na rua Dom José Tomaz, 995, Tirol, CEP 59022-250.

O pedido de criação do “Plano Nacional do Combate à Invasão de Terras” já foi protocolado junto ao Ministério da Justiça, no dia 13 de abril pela CNA, que é presidida pela senadora Kátia Abreu. “Já realizamos uma manifestação pela paz no campo e em favor do plano, no dia 28 de abril, na Esplanada dos Ministérios, em Brasília. Na ocasião, entregamos ao presidente do Congresso Nacional um manifesto em favor de uma ação preventiva do Ministério da Justiça”, relatou a senadora.

Prazo

“Para a viabilização do plano é imprescindível o respaldo popular mediante a obtenção de pelo menos um milhão de assinaturas até o dia 30 de maio de 2010”, concluiu o presidente do sistema Faern/Senar, José Álvares Vieira.

Pagamento em atraso dos inscritos no Programa do Leite será feito esta semana

O presidente do sistema Faern/Senar (Federação da Agricultura e Pecuária do Rio Grande do Norte e Sistema Nacional de Aprendizagem Rural no Rio Grande do Norte, respectivamente), José Álvares Vieira disse nesta terça-feira, 25, que o Governo do Estado vai regularizar o pagamento em atraso – há alguns meses – aos produtores inscritos no Programa do Leito do governo. Vieira esteve com o titular da Secretaria de Estado do Trabalho, da Habitação e da Assistência Social (Sethas), Gercino Saraiva, que garantiu a liberação dos pagamentos.

O Programa do Leite foi criado para beneficiar famílias com renda mensal de um salário mínimo. Visa reduzir carências nutricionais de crianças com faixa etária compreendida entre seis meses e três anos de idade, gestantes, mulheres que estão amamentando, desnutridos de três a cinco anos de idade, idosos a partir de 60 anos e portadores de deficiência impossibilitados de trabalhar, por meio da distribuição diária de um litro de leite de vaca ou de cabra por família.

Álvares adiantou, também, que o projeto “Mãos que Trabalham”, voltado para a qualificação profissional dos proprietários rurais está sendo iniciado no Rio Grande do Norte. O projeto pretende estruturar 300 imóveis rurais localizados nas diversas regiões do RN, que serão indicados por meio dos sindicatos rurais patronais. O trabalho será desenvolvido por 30 educadores, cada um deles responsável por 10 propriedades.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

"O desenvolvimento termina onde o asfalto acaba", diz presidente da Faern/Senar RN

O presidente da Faern (Federação da Agricultura e Pecuária do Rio Grande do Norte) e do Senar (Sistema Nacional de Aprendizagem Rural no Rio Grande do Norte) José Álvares Vieira disse que "o desenvolvimento termina onde o asfalto acaba" e que o setor rural "está completamente desamparado em saúde, educação, segurança e moradia no país". Vieira, falou com base em estudo divulgado na semana passada pela CNA (Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária) que mostra que as escolas rurais são escolas esquecidas pelo restante do Brasil.

Pesquisa do Ibope e Instituto Paulo Montenegro detalha as precariedades do ensino básico no interior do país, que condena alunos das áreas rurais à falta de perspectivas de futuro. De acordo com a pesquisa, as escolas rurais estão abandonas pelo poder público, sem computadores e sem telefones, até mesmo sem bibliotecas ou mesmo uma simples sala de leitura, em ambientes que condenam os alunos à desesperança e imobilidade social.

Esse é o cenário identificado pelo Estudo Nacional das Escolas Rurais, trabalho inédito contratado pelo Sistema CNA/Senar e realizado pelo Ibope, Instituto Paulo Montenegro e Instituto CNA para mapear a situação das unidades de ensino fundamental do interior brasileiro, que revela dados surpreendentes.

Pesquisa

A pesquisa foi realizada em escolas multisseriadas em 10 estados: Bahia, Minas Gerais, Mato Grosso, Pará, Pernambuco, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Tocantins e Distrito Federal. Em cada uma das cinco regiões do Brasil foram escolhidos dois estados, aquele com o melhor resultado do Ideb e o que tem o pior resultado.

Os dados obtidos são preocupantes. Cerca de 70% das escolas rurais não têm biblioteca e somente 32% têm banheiros adequados. Em 76% das escolas, o antiquado mimeógrafo está presente e é um importante instrumento de apoio ao ensino. Em contrapartida, 66% das escolas não têm computador, 74% não têm máquina fotocopiadora e 56% não têm televisão, videocassetes ou aparelho de DVD. O cenário desolador vai além das condições físicas das escolas, envolvendo também a situação do corpo docente, índice de rendimento e baixas expectativas dos alunos, conclui o estudo.


Carlos Alberto Barbosa

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Presidente da Faern participa de reunião da CNA onde será divulgado um estudo sobre a produção no campo

O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Rio Grande do Norte (Faern), empresário José Álvares Vieira, na condição de conselheiro da CNA (Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária), participa nesta quinta-feira (20), em Brasília, da reunião do Conselho Administrativo da entidade onde será apresentado o segundo estudo sobre quem produz o que no campo: quanto e onde. Realizado pela FGV (Fundação Getúlio Vargas) o estudo foi elaborado com base nos microdados do Censo Agropecuário de 2006, que atualizados confirmam os resultados obtidos na primeira versão, publicada em 2004.

Os resultados do estudo revelam ainda um Brasil agrícola que muito pouco mudou desde 1996 quanto da participação dos não enquadrados no Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar) no valor Bruto da Produção (VBP) agropecuária. Conforme os dados da pesquisa, 3.330.667 estabelecimentos rurais pertencem ao grupo da agricultura familiar, enquanto 1.589.798 constituem o grupo de não enquadráveis. Percentualmente, os não enquadráveis representam 30,7% do total de estabelecimentos e os enquadráveis no Pronaf representam 64,4%.

De acordo com o estudo, os não enquadráveis no Pronaf respondem por 80,1% da produção agrícola e da silvicultura, enquanto os enquadráveis são responsáveis por apenas 19,5% dessa produção. Na pecuária, os não enquadráveis respondem por 65,8% da produção e os não enquadráveis, por 33,3%. O Valor Bruto da Produção apresenta forte participação dos não enquadráveis, que representam 76,3% da geração do produto bruto da agropecuária brasileira, enquanto a participação dos enquadráveis é de 22,9%.

Com Carlos Alberto Barbosa

segunda-feira, 17 de maio de 2010

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CNA apresenta estudo sobre quem produz o que no campo: quanto e onde

A CNA (Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária) apresenta na próxima semana o segundo estudo sobre quem produz o que no campo: quanto e onde. Realizado pela FGV (Fundação Getúlio Vargas) o estudo foi elaborado com base nos microdados do Censo Agropecuário de 2006, que atualizados confirmam os resultados obtidos na primeira versão, publicada em 2004.

Os resultados do estudo revelam um Brasil agrícola que muito pouco mudou desde 1996 quanto à participação dos não enquadrados no Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar) no valor Bruto da Produção (VBP) agropecuária. Conforme os dados da pesquisa, 3.330.667 estabelecimentos rurais pertencem ao grupo da agricultura familiar, enquanto 1.589.798 constituem o grupo de não enquadráveis. Porcentualmente, os não enquadráveis representam 30,7% do total de estabelecimentos e os enquadráveis no Pronaf representam 64,4%.

De acordo ainda com o estudo, os não enquadráveis no Pronaf respondem por 80,1% da produção agrícola e da silvicultura, enquanto os enquadráveis são responsáveis por apenas 19,5% dessa produção. Na pecuária, os não enquadráveis respondem por 65,8% da produção e os não enquadráveis, por 33,3%. O Valor Bruto da Produção apresenta forte participação dos não enquadráveis que representam 76,3% da geração do produto bruto da agropecuária brasileira, enquanto a participação dos enquadráveis é de 22,9%.

Para o presidente da Faern (Federação da Agricultura e Pecuária do Rio Grande do Norte), e um dos vice-presidentes do colegiado da CNA, José Álvares Vieira, a análise desses resultados demonstra que a importância da agricultura familiar se sustenta no fato de representar um contingente muito numeroso, de 3.330.667 estabelecimentos rural, que desafia os formuladores de políticas públicas a encontrarem soluções eficazes, a um custo compatível, que alcancem contingente tão numeroso.

Com Carlos Alberto Barbosa

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