Gabinete de Gestão Integrada debate liberação da BR101 e analisa dados da segurança em São José do Mipibu
A liberação da estrada sem a construção de uma passarela trouxe insegurança à população que tem que escalar o bloco de concreto para ir de um lado para o outro da cidade
Foi realizada na manhã desta quinta-feira, 04, a terceira reunião – desta vez extraordinária –, do Gabinete de Gestão Integrada em Segurança Pública de São José de Mipibu (GGI) para debater a liberação, pelo Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes (DNIT) do trecho da BR101 localizado no perímetro urbano do município, sem retorno e passarela, que tem prejudicado o direito de ir vir dos cidadãos mipibuenses e que dividiu a cidade ao meio.
A possibilidade ação de embargo foi descartada pelo Ministério Público Federal e ficou decidido a realização de ações políticas junto à bancada federal do Rio Grande do Norte no sentido de que, de imediato, sejam construído um retorno nas imediações da Rua 26 de julho com Avenida Olavo Feliciano.
Está marcada uma viagem à Brasília da prefeita Norma Ferreira, vice-prefeito José Arízio Fernandes e representações da Câmara Municipal e da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) para tratar do impasse no Ministério dos Transportes. Os presentes foram unânimes ao afirmar que a liberação da BR 101 está trazendo transtornos à população, aumentando a insegurança na área, além de ter provocado a divisão da cidade.
Segurança
Como desdobramento da reunião anterior, grupos temáticos apresentaram dados na área de atuação de cada um sobre segurança pública na cidade. O delegado de polícia Robson Coelho afirmou que os maiores índices de ocorrências na cidade estão ligados à violência contra a mulher. Por sua vez, o inspetor Galvão, da Polícia Rodoviária Federal, apresentou estatísticas de atuação da PRF no trecho do município, atestando que a embriaguês ao volante ainda é a causa principal das ocorrências. O policial criticou o DNIT por ter liberado o tráfego na BR101. “Sem o retorno desejado pela população ainda dá para entender, pois um retorno no trecho urbano poderá atrapalhar a fluidez do trânsito e acabar sendo motivador de acidentes, como acontece em outras partes do país, mas sem a passarela para pedestres foi um erro terrível”, disse ele, que é especialista no assunto.
A assistente social Liana Kelly, do Núcleo de Apoio à Saúde da Família (NASF), que desenvolve um trabalho com dependentes químicos – álcool e drogas – apresentou estatística mostrando que as drogas estão por trás da maioria das mortes registradas no município. Ela explicitou várias ações preventivas desenvolvidas pela Secretaria Municipal de Saúde.
Por sua vez, o coronel Jânio Marinho da Silva, do GGI Estadual, fez uma explanação sobre a natureza de atuação do GGI e suas potencialidades no município. “Vários projetos e programas podem ser elaborados pelo GGI e enviados diretamente ao Ministério da Justiça que, caso estes projetos obedeçam aos trâmites legais, libera recursos para melhorar o setor da segurança na cidade”, explicou o coronel.
Brasília
O GGI mipibuense estará enviando quatro pessoas para participar de um curso de elaboração de projetos. “A partir daí iremos elaborar vários projetos e enviar para o Governo Federal, onde há recursos disponíveis. Este GGI será da maior importância para a nossa cidade e, no futuro, todos verão que irá melhorar em muito a segurança da população”, afirmou o vice-prefeito José Arízio Fernandes, que coordena os trabalhos. Ele representou a prefeita Norma Ferreira, que se encontrava participando de outro evento. Nova reunião ficou marcada para o dia 25, no auditório da Câmara Municipal, às 9h.
Com reportagem de João Maria Freire
AGÊNCIA ECO DE NOTÍCIAS
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