Cerca de dois mil pesquisadores compareceram a cerimônia de abertura da 34ªReunião da Anped, realizada no Centro de Convenções de Natal e que reúne os principais nomes da educação brasileira. Entre as autoridades presentes, destaque para a presidente da entidade, Dalila Oliveira Andrade, Ângela Cruz, reitora da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Belchior Rocha, reitor do IFRN, Betânia Ramalho, secretária estadual de educação, deputado Fernando Mineiro, representante da Assembléia Legislativa do RN, Antônio Carlos Ronca, presidente do Conselho Nacional de Educação e Francisco das Chagas, secretário adjunto executivo do Ministério da Educação e representante ministro da educação Fernando Haddad.
No discurso de abertura, a presidente da Associação e anfitriã do evento, ressaltou o drama brasileiro no que diz respeito aos problemas socais que persistem ao longo das décadas no Brasil. Dalila Oliveira falou da necessidade urgente de mudanças para que o país se torne realmente um lugar melhor de se viver e chamou atenção para a forma como os dois últimos governos vem conduzindo a educação: de modo centralizador e restrito a um grupo seleto, bem longe dos ideais democráticos e de igualdade amplamente defendidos pela presidência da república. “Os dois últimos governos levantaram a bandeira do fim da pobreza e da injustiça social. A tarefa é difícil já que o quadro da Educação permanece inalterado”, reflete a professora. É preciso corrigir as defasagens”, complementa.
Hoje o Brasil presencia é a concentração geográfica em termos de oportunidades educacionais. Dos 108 programas de pós-graduação em Educação no país, 44 estão na região sul e sudeste e apenas 14 no norte e nordeste. A saída apontada é o Plano Nacional de Educação (PNE), tema polêmico que deu o tom da abertura da reunião.
Representante do ministro da Educação no evento, Francisco das Chagas, fez questão de ressaltar o trabalho que o atual governo tem travado em prol do desenvolvimento dos estados. Segundo ele, o Plano Nacional de Educação 2011-2020, é uma prioridade, principalmente, no que diz respeito ao aporte de recursos que será feito ao setor. “O Plano é a grande agenda do governo brasileiro e temos pressa na sua aprovação pela importância que ele tem como uma política de estado”, diz. E complementa: “De todas as 2.915 emendas apresentadas por associações, universidades e entidades do Brasil inteiro, inclusive e principalmente, pela Anped, a destinação dos 10% PIB para Educação, é uma unanimidade”.
Antônio Ronca, do Conselho Nacional de Educação, também falou da preocupação com PNE e da necessidade de se discutir ainda mais as emendas apresentadas para que os principais anseios sejam atendidos. “As noções de avaliação, gestão e recursos ainda não estão 100% claras. Precisamos ter clareza política para decidirmos o futuro dos próximos dez anos deste pais”.
A 34ª Reunião Anual da Anped – Associação Nacional de Pós-graduação e Pesquisa em Educação – acontece pela primeira vez em Natal. O evento, há duas décadas realizado em Minas Gerais, prossegue na capital potiguar até a próxima quarta-feira, dia 05, e pretende propagar o conhecimento através de fóruns, reuniões e palestras conferidas pelos principais nomes da educação da América Latina, Europa e Estados Unidos.
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